terça-feira, 18 de maio de 2010

PALESTRAS


Quero registrar no meu blog o quanto gosto de fazer palestras e que sucesso eu faço, modéstia à parte, porque sei que elogio em boca própria é impropério. É que sou comunicadora nata, gosto de falar, de interagir com a platéia, tenho 400 anos de janela, fico segura e baixa uma luz, um holofote sobre mim e aí não há quem me segure. Nesse sábado que passou dia 15 de maio, falei no Ibirapuera a centenas de pessoas sobre As várias faces do amor s e sua influência na vida profissional; Tema muito complexo que agrada todo o mundo. E nem queiram saber como o amor com suas várias faces secretas exerce influência sobre nossa vida pessoal e profissional! E tem aquela face escura do amor a que se dá o nome de ódio, pois que uma tênue linha separa dois sentimentos tão semelhantes se tão contrários. Foi um sucesso. Consequência: lá vem os fãs e querem uma foto, um contato, um autógrafo, como se fôssemos ídolos e não somos. Somos meros mortais que apenas fazemos o de que gostamos muito e falamos do que conhecemos e podemos ilustrar. Essa palestra, particularmente, é indispensável às empresas que querem boas atitudes de seus empregados, querem gente mais culta e mais informada, mais reflexiva e mais atenta sobre a vida e suas tramas, sobre como lidar com os sentimentos de maneira que ele sempre seja um componemte positivo na vida pessoal e profissional Olhe aí, gente de empresa, estou à disposição para apresnetar um trabalho de primeira categoria. Cobro barato. Basta entrar em contato comigo. E ainda tenho vários outros títulos de palestras com assuntos imprescindíveis à vida profissional.Fico aguardando.
Quanto tempo sem alimentar meu blog! Puxa! Tortura chinesa! Tanta coisa por dizer e nada, nem tempo, nem vontade! Não sou mais a mulher maravilha dos velhos tempos que dançava, sapateava, assobiava, atendia telefone, escrevia, dava papinha pro nenê, estudava, preparava aula, cozinhava, tudo ao mesmo tempo. Entanto , um pouco mais lerda, continuo tomando conta de tudo: casa, contas, filhos, provas, compras, livros, artigos, palestras, horas a cumprir no trabalho, correções a fazer, problemas a resolver, uma loucura. Vontade de parar o tempo, sentar num café com amigos, pôr o papo em dia, dar altas risadas, falar bem dos outros, jogar conversa fora, coisas de somenos importância, não ter hora pra voltar pra casa, zanzar ruas afora para observar a vida que passa do meu lado, não fazer nada, nem pensar em nada. Opa! Lembrei Fernado Pessoa, Alberto Caeiro, um doce de poeta, panteísta, naturalista, ingênuo, com olhos que se deslumbravam à menor brisa que balançava as folhas das árvores, de onde ele via surgir a mão divina dando forma e cores a tudo. Ah! Ser poeta... criar uma nova ordem lógica, um novo mundo jovem, longe desse mundo velho, caduco, rançoso, cheio de vícios e de coisas feias que desalentam a alma da gente...
E o que falar das eleições? Do futebol? Da copa? Do vulcão irlandês? Do atentado em Nova Yorque? Da violência de todo o dia? Da pedofilia? Das contas a pagar? Dos problemas. enfim? Com tanta lenda na cabeça, a gente não faz nada que preste. Não se tem tempo para refletir sobre os candidatos que desejam governar o país, sobre a seleção de Dunga, sobre a viagem que faríamos, não fosse o medo infantil do vulcão que solta rolos de fumaça pelos ares da Europa, medo do terror que, felizmente, nos ensinaram a tê-lo e a dominá-lo desde a primeira infância, medo de sair às ruas, pena das crianças que são atormentadas pelas doenças dos adultos. Promessa feita com fé para dar conta de pagar as dívidas. Chi!!! Já vi que hoje não é um bom dia para alimentar o blog. Só alimento de péssima qualidade. Que tal um pouco de poesia?
" Não fiz hoje o que mais queria/ nem há tempo de sonhar/ basta que fiquem suspiros na boca do mar,/ Basta que lágrimas fiquem nos olhos do vento/ Não fiz o que mais queria e assim... me lamento." ( C.M.)

quinta-feira, 10 de setembro de 2009


E se o blog tem o nome de Todas as Letras, que tal trechinhos de canções inesquecíveis?"Entre por essa porta agora, você tem meia hora, pra mudar a minha vida..." " O grande escândalo sou eu, aqui, só!" "A felicidade é como a pluma, que o vento vai levando pelo ar" "Os corações pegam fogo e depois não há nada que os apague, se a combustão os persegue, as labaredas e as brasas são o alimento, o veneno, o pão..." " Foi quem sabe, esse disco, esse risco de sombra em teus cílios..." " você penetrou como o sol da manhã, e em nós começou uma festa pagã"..." sem seu amor, enlouqueci, ando dodói, como Tarzan depois da gripe"..." nunca mais beijo na boca, nunca mais tiss!" "de madrugada essa mulher faz tanto estrago, tira a roupa, faz a cama, vira a mesa, seca o bar, de manhã cedo essa senhora se conforma, bota a mesa, tira o pó, lava a roupa, seca o chão; ah como essa santa não se esquece de pedir pelas mulheres, pelos filhos, pelo pão..."porque quem gosta de maçã irá gostar de todas, porque todas são iguais"...non, rien de rien, non je ne regrètte rien, ni le bien, qu'on ma fait, ni le mal tout ça m' est bien égal"... quand il me prends dans ses bras, il me parle tout bas, je vois ma vie en rose"... " moi, je t' offrirai des perles et de pluie, venues de pays où il ne pleut pas, je creuserai la terre jusqu'àprès ma mort, pour couvrir ton corps d' ór et de lumière, je ferai un domaine où l' amour sera roi, ou l' amour sera loi, et tu seras reine..." "nostalgia, de sentir su risa loca, de sentir junto a mi boca como un fuego su respiración'... "Eu quero uma casa no campo, onde eu possa compor muitos rocks rurais e tenha somente a certeza dos amigos do peito e nada mais..." " Adeus, vou pra não voltar e aonde quer que eu vá, sei que vou sozinha"...

O amor a si mesmo

Gente que me lê, se é que há; será que é possível o amor a si mesmo, como dizem por aí? Ora, se de fato existe, para cada um de nós, uma única substância, se somos finitos, vulneráveis, passageiros, é sinal de que carecemos de consistência e de solidez. O que será então que amamos em nós, se somos tão transitórios? Não seria por isso uma ilusão o amor próprio? E Narciso? Como entender Narciso? Não teria ele amado, não a si mesmo, mas`a beleza que dele rescendia? Para morrer sem esquecê-la? Pois tudo o que perdura, perdura na memória e pela memória? AGORA CHEGA DE FILOSOFAR, E VAMOS AO QUE INTERESSA: olhe lá, gente de minha aldeia e de todas as aldeias dessa grande aldeia global; o verbo amar é intransitivo em alguns contextos, e transitivo direto nos demais. Só na expressão "amar a Deus" é que se coloca a preposição a , mas nesse caso o objeto não é indireto.; é o esquecido objeto direto preposicionado. E porque Deus se ama sobre todas as coisas. Se fosse você, pobre mortal, eu diria: amo você; sem preposição, pois que você não a merece. E chega, já pensei demais pra hoje.

Vi essa foto dentre as minhas imagens, lembrando o quanto é bucólica minha terra natal; Santa Rita do Passa Quatro! Linda! Parece um presépio. Aí na foto está a Cachoeira das Três quedas, uma beleza só. Agora desço pelas escadas, mas de menina ia nadar ali nos lagos que se formam das águas e descia pelos cipós, que nem a Jane do Tarzan. E meu pai perguntava: você não fez nenhuma arte no passeio , não é mesmo, menina?E eu: claro que não, pai. Sou menina comportada e cheia de juízo. Só Deus e eu sabíamos dos meus atrevimentos. Alguns nem posso contar!!
Quanto tempo sem ver meu blog! Já tem ele até rival! E tera´muitos outros, porque nada fica, tudo evolui.Como é bom mudar, transformar a vida, mesmo que seja aos poucos. Como dizia minha mestra Cecília: "a vida só é possível reinventada..." Comecei mudando de lugar no mundo, fui pra outra casa, ou seja para um ap. Daqui da janela, do alto, posso ver a vida desenfreada de Sampa. A marginal vomitando carro, caminhão e fumaça por todos os lados. O rio Tietê sufocado! O céu cinzento, a chuva desabando como se o céu viesse abaixo. Todo o mundo com aquela pressa infernal, tentando sair do inferno, porém Sampa é demais sedutor. Como o mal! Tem um ímã; ninguém sai daqui. Só chega gente e não para de chegar. Já sonhei que a cidade sofria uma explosão de tanta gente. O acúmulo de gás que vinha de debaixo da terra provocou a explosão. Pudera, o que deve haver de lixo e de estrume debaixo da terra, nem dá pra imaginar! Eu via tudo aqui do alto, e dessa altura eu era inatingível .O alto é mesmo a dimensão dos deuses. Do alto tudo fica ínfimo e por conseguinte ficamos imensos perto do mundo mundículo lá embaixo. Assim mesmo, salva pela altura, chorava muito no sonho com dó dos que sofriam e sem poder fazer nada. É. Às vezes, na vida real, os verdadeiros deuses nada podem fazer!