terça-feira, 28 de julho de 2009
Marilde, Natanael e o pessoal ma-ra-vi-lho-so de João Pessoa
"Amigo é coisa pra se guardar/ do lado esquerdo do peito/ dentro do coração;/Assim dizia a canção que em João Pessoa senti"/ Aliás, as palavras ficarão muito aquém da emoção que vivi em João Pessoa, ao ser recepcionada pela velha amiga Marilde. E pelo simpático, alegre e hospitaleiro marido Ná. Garanto que nem irmão faz tanta festa e tão sincera como eles fizeram a mim. Desde a hora que desembarquei até a volta para São Paulo, Marilde me recepcionou, com passeios, visitas, pôr do Sol no rio Jacaré, comidinhas deliciosas, praias, sol, centro de artesanato, centro histórico, camarões, galinhada, tapiocas, mar verde-azul, Projeto 6 e meia, Tunai, Dalton, " ah! se um dia eu chegar muito estranho".... ou "porque o amor é bom demais , mas dói demais sentir...".... lembranças delicadas de um tempo que se foi, mas volta sempre com ternura na lembrança da gente: as canções de antigamente, quando saíamos em grupos nas noites, antes calmas de São Paulo, para nos divertir, conhecer gente, dançar, rir muito, fazer confidências, a amizade se construindo dia a dia, único jeito de obter forças para trabalhar, criar os filhos, educar os dos outros, contar tostões, a vida escorrendo pelos dedos sem que sentíssemos. Quase ou mais de vinte anos se passaram, depois de seu casamento e fomos nos rever agora, na terra do sol. Que turma mais "in" mais mais, tudo o que há de bom conheci aí; companhia do melhor quilate, com a Cilene ou Silene, o Edson, Dª Dirce, gente tão alegre, tão pra frente, tão alto astral, de olhar azul como o de quem está de bem com a vida. Vai ser difícil enfrentar São Paulo, com chuva que não passa, dias frios e úmidos, céu cinzento, a antítese dos dias azuis e quentes vividos em João Pessoa com gente tão legal. Como agradecer? Muito grata, do fundo do coração; merci, auguri per tutti, namastê, Deus abençoe todos vocês, hoje, sempre, as portas de minha casa abertas para recebê-los e o coração cheio das boas lembranças que me energizam para eu recomeçar a luta de todo o dia. Beijão em todos
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Agora, sem foto, sem nada, quero só deixar ao leitor a beleza da canção " Meus vinte anos", cantada pelo Aznavour:
"Ontem ainda/ eu tinha vinte anos/acariciava o tempo/ e brincava de viver, /como se brinca de namorar./E vivia a noite/ sem considerar meus dias/ que escorriam ao tempo./Fiz tantos projetos/ que ficaram no ar/ alimentei tantas esperanças /que bateram asas/ que permaneço perdida / sem saber aonde ir./Os olhos procurando o céu,/ mas o coração preso na terra./ Ontem ainda/ eu tinha vinte anos/ desperdiçava o tempo /acreditando que o fazia parar. /E para retê-lo /e até ultrapassá-lo,/ só fiz correr e me esfalfar./Ignorando o passado/ que conduz ao futuro/precedia da palavra "eu"/ qualquer conversação./E opinava que eu queria o melhor/por criticar o futuro com desenvoltura. /Ontem ainda/ eu tinha vinte anos/ mas perdi meu tempo/ a cometer loucuras/o que não deixa ao certo nada de certo/ senão algumas rugas na fronte/ e o medo do tédio./Porque meus amores/morreram antes de existir/ meus amigos partiram/e não mais retornarão./Por minha culpa/criei o vazio em torno de mim/ e gastei minha vida e meus anos de juventude./Do melhor e do pior/descartando o melhor, /imobilizei sorrisos e congelei meus prantos, /onde estarão agora, /onde estarão meus vinte anos?
"Ontem ainda/ eu tinha vinte anos/acariciava o tempo/ e brincava de viver, /como se brinca de namorar./E vivia a noite/ sem considerar meus dias/ que escorriam ao tempo./Fiz tantos projetos/ que ficaram no ar/ alimentei tantas esperanças /que bateram asas/ que permaneço perdida / sem saber aonde ir./Os olhos procurando o céu,/ mas o coração preso na terra./ Ontem ainda/ eu tinha vinte anos/ desperdiçava o tempo /acreditando que o fazia parar. /E para retê-lo /e até ultrapassá-lo,/ só fiz correr e me esfalfar./Ignorando o passado/ que conduz ao futuro/precedia da palavra "eu"/ qualquer conversação./E opinava que eu queria o melhor/por criticar o futuro com desenvoltura. /Ontem ainda/ eu tinha vinte anos/ mas perdi meu tempo/ a cometer loucuras/o que não deixa ao certo nada de certo/ senão algumas rugas na fronte/ e o medo do tédio./Porque meus amores/morreram antes de existir/ meus amigos partiram/e não mais retornarão./Por minha culpa/criei o vazio em torno de mim/ e gastei minha vida e meus anos de juventude./Do melhor e do pior/descartando o melhor, /imobilizei sorrisos e congelei meus prantos, /onde estarão agora, /onde estarão meus vinte anos?

Aí do lado está a palestrante, eu mesma, representando meu amado UNIFIEO no CIEE-Ibirapuera. Falei sobre "A ética nas relações pessoais e profissionais". O público, lotando um teatro, ouviu, participou, riu e chorou, porque, modéstia à parte uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Palestra não é lição, palestra é aula de primeira qualidade; tem que pegar o pessoal pelo gasganete e quarenta anos de janela me deram algumas condições. Amo palestrar, me sinto viva, entendida, sentida, dividida, dada, e esse compartilhamento, eu podendo dividir com o outro um pouquinho do que já li, já estudei, já vivi, me faz imensamente feliz. Observem que nessa horinha o pessoal ria... mais tarde até vão cantar comigo. Depois, é fazer amigos, angariar alunos, agendar outras sessões. Veja o título de boas palestras, você meu seguidor: " A história da mulher através dos tempos."- "Comportamento e linguagem dos anos sessenta".- A desmitificação dos contos de fada".- "A nova ortografia da Língua Portuguesa."- "A poesia na sala de aula."- "Redação empresarial."-Português instrumental."- "Francês para principiantes."
domingo, 5 de abril de 2009
REFORMA ORTOGRÁFICA
Nem ia dormir direito se não deixasse aos meus seguidores uma boa dica sobre a reforma ortográfica já vigente:
-prefixo terminado em vogal só leva hífen se a palavra que vem depois dele começar pela mesma vogal. Ex: semi-imagem; micro-ônibus.
Se começar por outra vogal ou consoante, junta-se tudo, sem hífen, portanto. Ex:autoestima; semicírculo, semivogal.
Se a consoante for R, ou S, dobra-se S, dobra-se R.
Ex: antissocial, antirracista, morfossintaxe.
E, olhe lá, gente: hífen no plural perde o acento: hifens
Então, basta lembrar, tanto para prefixos terminados em vogal como para os que terminam em consoante: os sons iguais se repelem e se separam por hífen; os diferentes se atraem e se juntam. Vamos ver como ficam?
hipermercado, super-realidade; autoescola, anteirrigação, ante-escolaridade.

-prefixo terminado em vogal só leva hífen se a palavra que vem depois dele começar pela mesma vogal. Ex: semi-imagem; micro-ônibus.
Se começar por outra vogal ou consoante, junta-se tudo, sem hífen, portanto. Ex:autoestima; semicírculo, semivogal.
Se a consoante for R, ou S, dobra-se S, dobra-se R.
Ex: antissocial, antirracista, morfossintaxe.
E, olhe lá, gente: hífen no plural perde o acento: hifens
Então, basta lembrar, tanto para prefixos terminados em vogal como para os que terminam em consoante: os sons iguais se repelem e se separam por hífen; os diferentes se atraem e se juntam. Vamos ver como ficam?
hipermercado, super-realidade; autoescola, anteirrigação, ante-escolaridade.
FILMES, LIVROS, QUER MAIS?

Gente, como gosto de cinema! Nem que o filme não seja o que esperamos, o clima de cinema é uma curtição: hall, gente chegando, umas iguais, outras diferentes, umas mais, outras menos, café, pipoca, escadaria, luzes na ribalta e pouca luz na platéia, gente cochichando, luzes que se apagam, propagandas, leão da metro, luzes cruzadas da twenty century fox, a águia ou o condor da Columbia Pictures...enfim...o filme! Às vezes um engraçadinho dá um suspiro, um arroto, explode um saquinho barulhento, algumas pessoas riem e, pode crer, eu sou uma delas. Me divirto com a coragem dessa gente que gosta de atrapalhar o sossego alheio dos mal-humorados. Tudo isso faz parte do clima de um cinema. E quando o filme é comédia!? Aí é que a coisa pega...Aproveitam as risadas para fazer artes das mais infernais. E eu morro de rir do filme e das gracinhas. Quando é tragédia, só se ouve nariz chupando vela, o meu inclusive, porque se é pra chorar, eu choro mesmo, às vezes até soluço!!Tudo vale a pena,se a alma não é pequena. E quem diria, einh gente, Fernando Pessoa virar clichê e vir parar nesse meu cinema?! Pois é, mas ainda não assisti ao Vicky Cristina Barcelona, nem ao O leitor, nem ao Button, sempre entregue ao sofá de casa nos fins de semana de tão cansada! Nem alimentar o blog eu posso. E todo o blog é uma espécie de bichinho nervoso e faminto que quer movimento e comida a toda a hora. Menos dez anos e eu não parava em casa nos finais de semana. Era cinema, teatro, barzinho, discoteca, sambão, longos papos que avançavam a madruga e eu nem sentia. Às vezes dormia algumas horinhas, lavava o rosto, escovava os dentes, botava os óculos de sol pra esconder o cansaço dos olhos e madrugava para acordar as crianças. Deixa um ali, outro aqui, cada um numa escola e lá vai a mãe, que ainda é moleca e ainda é animada, para a sala de aula. Mesmo cansada, ao ver os alunos, a animação retornava e encontrava meu palco, minha paixão. Tudo guardadinho na memória, tudooo, memória gigantesca! Livro só para apoio dos meninos. Jeito carinhoso de chamar os alunos. Histórias boas, dicas, simplificações, comparações, analogias, tudo na cabeça como se acabara de ler o que falava. Eu, minha bolsa de carregar carteira e maquilagem, caderneta de chamada e de notas e ...mais nada...Mais nada , não! A aula! E que aula! Às vezes até eu me surpreendia com o que brotava da memória, sem pedir licença!
Ah! Mas falávamos de cinema e por falar nisso, que tal ver de novo: O amor nos tempos do cólera, Erêndira, coincidentemente ambos de Garcia Márquez; O tempero da vida, O jardim dos Finzzi Contini...E livros? Vamos ler, meninada?! Taí o Chico com outro livro pelo qual ando me derretendo. Não vi ainda, até onde cheguei, o que há de cópia de Machado no estilo, como disse a crítica n' outro dia. Machado é Machado. Chico é Chico! Cada um na sua, no seu estilo, no seu espaço e no seu tempo. Li, também, nesses dias, o livro de Mayté Proença, Uma vida inventada e amei! Já gostava das crônicas da jovem escritora e quanto ao livro, este inverte a frase já conhecida e sabida de que a arte imita a vida. Agora, não! Agora é a vida que imita a arte. O que me deixa feliz é ver pessoas, aparentemente tão frágeis, saírem das dramáticas histórias em que as meteram da maneira mais digna possível, vencendo as fases mais sombrias, como aprendizes da dor, e saindo delas como mestres, PHD na arte de ser feliz, como se felicidade estivesse mesmo nos componentes do DNA. Recomendo os dois aos alunos e aos que não são alunos também. AH! Ia me esquecendo; as lindinhas da foto são a Jade e a Baby, sempre enfeitando o sofá. BJ.
"Amigo é coisa pra se guardar debaixo de sete chaves, dentro do coração..."

Ontem recebi amigos de velha data para um café da tarde. Para velhas amizades, reserva-se espaço imenso, quase os hectares de uma fazenda, como quase disse assim Chico Buarque no seu novo livro Leite derramado. Novas amizades vêm aos borbotões, surgem de todo o lado, a cidade é muito grande, tudo é muito rápido e passageiro, vê-se hoje o amigo, a amiga, promete-se outro encontro e tudo só fica na promessa. Todo o mundo é ocupado e as ocupações frustam sentimentos que são tão necessários, como a amizade, a verdadeira, aquela que se construiu na convivência, nos segredinhos partilhados, nas risadas gostosas, nas indagações, nos passeios, nos estudos, nas decepções, nas lágrimas iguais. Esta da foto é minha melhor amiga, desde os três anos de idade de ambas, quando Jonas nos levava ao Jardim da Infância, das freiras do Colégio São José, em Santa Rita do Passa Quatro. Aí já estávamos nos nove ou dez anos, acho. Dizem que não se deve cultuar demais o passado, mas meu signo não deixa. Gosto demais de relembrar. É como se tivesse lido um livro que não me sai da memória.
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