quinta-feira, 10 de setembro de 2009


E se o blog tem o nome de Todas as Letras, que tal trechinhos de canções inesquecíveis?"Entre por essa porta agora, você tem meia hora, pra mudar a minha vida..." " O grande escândalo sou eu, aqui, só!" "A felicidade é como a pluma, que o vento vai levando pelo ar" "Os corações pegam fogo e depois não há nada que os apague, se a combustão os persegue, as labaredas e as brasas são o alimento, o veneno, o pão..." " Foi quem sabe, esse disco, esse risco de sombra em teus cílios..." " você penetrou como o sol da manhã, e em nós começou uma festa pagã"..." sem seu amor, enlouqueci, ando dodói, como Tarzan depois da gripe"..." nunca mais beijo na boca, nunca mais tiss!" "de madrugada essa mulher faz tanto estrago, tira a roupa, faz a cama, vira a mesa, seca o bar, de manhã cedo essa senhora se conforma, bota a mesa, tira o pó, lava a roupa, seca o chão; ah como essa santa não se esquece de pedir pelas mulheres, pelos filhos, pelo pão..."porque quem gosta de maçã irá gostar de todas, porque todas são iguais"...non, rien de rien, non je ne regrètte rien, ni le bien, qu'on ma fait, ni le mal tout ça m' est bien égal"... quand il me prends dans ses bras, il me parle tout bas, je vois ma vie en rose"... " moi, je t' offrirai des perles et de pluie, venues de pays où il ne pleut pas, je creuserai la terre jusqu'àprès ma mort, pour couvrir ton corps d' ór et de lumière, je ferai un domaine où l' amour sera roi, ou l' amour sera loi, et tu seras reine..." "nostalgia, de sentir su risa loca, de sentir junto a mi boca como un fuego su respiración'... "Eu quero uma casa no campo, onde eu possa compor muitos rocks rurais e tenha somente a certeza dos amigos do peito e nada mais..." " Adeus, vou pra não voltar e aonde quer que eu vá, sei que vou sozinha"...

O amor a si mesmo

Gente que me lê, se é que há; será que é possível o amor a si mesmo, como dizem por aí? Ora, se de fato existe, para cada um de nós, uma única substância, se somos finitos, vulneráveis, passageiros, é sinal de que carecemos de consistência e de solidez. O que será então que amamos em nós, se somos tão transitórios? Não seria por isso uma ilusão o amor próprio? E Narciso? Como entender Narciso? Não teria ele amado, não a si mesmo, mas`a beleza que dele rescendia? Para morrer sem esquecê-la? Pois tudo o que perdura, perdura na memória e pela memória? AGORA CHEGA DE FILOSOFAR, E VAMOS AO QUE INTERESSA: olhe lá, gente de minha aldeia e de todas as aldeias dessa grande aldeia global; o verbo amar é intransitivo em alguns contextos, e transitivo direto nos demais. Só na expressão "amar a Deus" é que se coloca a preposição a , mas nesse caso o objeto não é indireto.; é o esquecido objeto direto preposicionado. E porque Deus se ama sobre todas as coisas. Se fosse você, pobre mortal, eu diria: amo você; sem preposição, pois que você não a merece. E chega, já pensei demais pra hoje.

Vi essa foto dentre as minhas imagens, lembrando o quanto é bucólica minha terra natal; Santa Rita do Passa Quatro! Linda! Parece um presépio. Aí na foto está a Cachoeira das Três quedas, uma beleza só. Agora desço pelas escadas, mas de menina ia nadar ali nos lagos que se formam das águas e descia pelos cipós, que nem a Jane do Tarzan. E meu pai perguntava: você não fez nenhuma arte no passeio , não é mesmo, menina?E eu: claro que não, pai. Sou menina comportada e cheia de juízo. Só Deus e eu sabíamos dos meus atrevimentos. Alguns nem posso contar!!
Quanto tempo sem ver meu blog! Já tem ele até rival! E tera´muitos outros, porque nada fica, tudo evolui.Como é bom mudar, transformar a vida, mesmo que seja aos poucos. Como dizia minha mestra Cecília: "a vida só é possível reinventada..." Comecei mudando de lugar no mundo, fui pra outra casa, ou seja para um ap. Daqui da janela, do alto, posso ver a vida desenfreada de Sampa. A marginal vomitando carro, caminhão e fumaça por todos os lados. O rio Tietê sufocado! O céu cinzento, a chuva desabando como se o céu viesse abaixo. Todo o mundo com aquela pressa infernal, tentando sair do inferno, porém Sampa é demais sedutor. Como o mal! Tem um ímã; ninguém sai daqui. Só chega gente e não para de chegar. Já sonhei que a cidade sofria uma explosão de tanta gente. O acúmulo de gás que vinha de debaixo da terra provocou a explosão. Pudera, o que deve haver de lixo e de estrume debaixo da terra, nem dá pra imaginar! Eu via tudo aqui do alto, e dessa altura eu era inatingível .O alto é mesmo a dimensão dos deuses. Do alto tudo fica ínfimo e por conseguinte ficamos imensos perto do mundo mundículo lá embaixo. Assim mesmo, salva pela altura, chorava muito no sonho com dó dos que sofriam e sem poder fazer nada. É. Às vezes, na vida real, os verdadeiros deuses nada podem fazer!

terça-feira, 28 de julho de 2009

Aula de dança em João Pessoa

" Ah! bom é namorar...ah! bom é namorar... não se avexe, não/ que a lagarta se arrasta até o dia em que cria asas/ se avexe, não,/ que a burrinha da felicidade nunca se atrasa/ Se avexe, não/ que um dia ela para na porta da sua casa/ Se avexe, não/ toda caminhada começa com o primeiro passo/ a natureza segue o seu compasso / inexoravelmente chega lá, ah, ah... Se avexe, não,/pra enfrentar caminhada na ladeira/ seja princesa, seja lavadeira/ pra subir mais alto tem que suar..." Gente, quanta poesia nessa canção inspiradíssima, tocada e cantada em todo o forró por que passei em João Pessoa e dançada na inesquecível aula de dança da Academia Corpo Livre. Que elegância e hospitalidade das recepcionistas! Quantas dançarinas bonitas e o charme do professor Luiz, balancê, requebra, dois pra cá, dois pra lá, virando, pra frente, pra trás, coragem, de novo, ufa, será que meu fôlego aguenta. Aguentou. Dei só uma paradinha com medo da respiração, porém o competente professor dosou os ritmos, depois alongamos e que peeennnnaaa! A aula terminou. Saí dali, o corpo e os cabelos suados, gordurinhas trituradas pelo jeito mais delicioso de triturar gordurinhas...e cheia de estímulo, acreditando em mim, no meu balancê, na juventude que a dança devolve e desenvolve. Fica aqui registrado meu agradecimento ao pessoal da Academia pela permissão de participar de uma aula tão gostosa, tão eficaz, tão prafrentex. Se um dia voltar aí, ou morar aí, serei aluna dessa Academia, onde se faz exercício e se dança olhando para o mar...o infinito...o movimento da natureza agregando-se ao nosso e vice-versa.
E onde tem gente de fôlego e de coração quente. Oxalá! Sucesso cada vez maior a vocês que merecem, e meu beijo, uma água de cheiro. ATÉ QUALQUER DIA!

Marilde, Natanael e o pessoal ma-ra-vi-lho-so de João Pessoa

"Amigo é coisa pra se guardar/ do lado esquerdo do peito/ dentro do coração;/Assim dizia a canção que em João Pessoa senti"/ Aliás, as palavras ficarão muito aquém da emoção que vivi em João Pessoa, ao ser recepcionada pela velha amiga Marilde. E pelo simpático, alegre e hospitaleiro marido Ná. Garanto que nem irmão faz tanta festa e tão sincera como eles fizeram a mim. Desde a hora que desembarquei até a volta para São Paulo, Marilde me recepcionou, com passeios, visitas, pôr do Sol no rio Jacaré, comidinhas deliciosas, praias, sol, centro de artesanato, centro histórico, camarões, galinhada, tapiocas, mar verde-azul, Projeto 6 e meia, Tunai, Dalton, " ah! se um dia eu chegar muito estranho".... ou "porque o amor é bom demais , mas dói demais sentir...".... lembranças delicadas de um tempo que se foi, mas volta sempre com ternura na lembrança da gente: as canções de antigamente, quando saíamos em grupos nas noites, antes calmas de São Paulo, para nos divertir, conhecer gente, dançar, rir muito, fazer confidências, a amizade se construindo dia a dia, único jeito de obter forças para trabalhar, criar os filhos, educar os dos outros, contar tostões, a vida escorrendo pelos dedos sem que sentíssemos. Quase ou mais de vinte anos se passaram, depois de seu casamento e fomos nos rever agora, na terra do sol. Que turma mais "in" mais mais, tudo o que há de bom conheci aí; companhia do melhor quilate, com a Cilene ou Silene, o Edson, Dª Dirce, gente tão alegre, tão pra frente, tão alto astral, de olhar azul como o de quem está de bem com a vida. Vai ser difícil enfrentar São Paulo, com chuva que não passa, dias frios e úmidos, céu cinzento, a antítese dos dias azuis e quentes vividos em João Pessoa com gente tão legal. Como agradecer? Muito grata, do fundo do coração; merci, auguri per tutti, namastê, Deus abençoe todos vocês, hoje, sempre, as portas de minha casa abertas para recebê-los e o coração cheio das boas lembranças que me energizam para eu recomeçar a luta de todo o dia. Beijão em todos

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Agora, sem foto, sem nada, quero só deixar ao leitor a beleza da canção " Meus vinte anos", cantada pelo Aznavour:
"Ontem ainda/ eu tinha vinte anos/acariciava o tempo/ e brincava de viver, /como se brinca de namorar./E vivia a noite/ sem considerar meus dias/ que escorriam ao tempo./Fiz tantos projetos/ que ficaram no ar/ alimentei tantas esperanças /que bateram asas/ que permaneço perdida / sem saber aonde ir./Os olhos procurando o céu,/ mas o coração preso na terra./ Ontem ainda/ eu tinha vinte anos/ desperdiçava o tempo /acreditando que o fazia parar. /E para retê-lo /e até ultrapassá-lo,/ só fiz correr e me esfalfar./Ignorando o passado/ que conduz ao futuro/precedia da palavra "eu"/ qualquer conversação./E opinava que eu queria o melhor/por criticar o futuro com desenvoltura. /Ontem ainda/ eu tinha vinte anos/ mas perdi meu tempo/ a cometer loucuras/o que não deixa ao certo nada de certo/ senão algumas rugas na fronte/ e o medo do tédio./Porque meus amores/morreram antes de existir/ meus amigos partiram/e não mais retornarão./Por minha culpa/criei o vazio em torno de mim/ e gastei minha vida e meus anos de juventude./Do melhor e do pior/descartando o melhor, /imobilizei sorrisos e congelei meus prantos, /onde estarão agora, /onde estarão meus vinte anos?